{"id":77915,"date":"2023-04-28T11:32:17","date_gmt":"2023-04-28T02:32:17","guid":{"rendered":"https:\/\/fujifilmnxtc.wpenginepowered.com\/stories\/especies-grandes-e-pequenas\/"},"modified":"2024-05-01T22:59:58","modified_gmt":"2024-05-01T13:59:58","slug":"creatures-great-and-small","status":"publish","type":"story","link":"https:\/\/www.fujifilm-x.com\/pt-pt\/stories\/creatures-great-and-small\/","title":{"rendered":"Esp\u00e9cies grandes e pequenas"},"content":{"rendered":"<p><p><strong>As pessoas envolvidas pelo mundo natural n\u00e3o costumam ter grande vontade de lidar com a tecnologia. Jeffrey Van Daele, amante de animais, vai ensin\u00e1-lo a tirar partido da sua c\u00e2mara sem problemas, a permanecer no momento e a melhorar as suas fotografias da vida selvagem<\/strong><\/p>\n<p>O ser humano tem um fasc\u00ednio pela vida animal. O simples impulso pela sobreviv\u00eancia no reino animal contrasta com as suas complexas adapta\u00e7\u00f5es, atingindo o equil\u00edbrio delicado que conhecemos como natureza. Ao contr\u00e1rio das observa\u00e7\u00f5es das nossas pr\u00f3prias vidas, nada \u00e9 garantido e pouco se sabe. Os mais destemidos que se atrevem a fotografar temas selvagens fazem-no para nos lembrar de uma forma comovente que n\u00e3o estamos sozinhos neste planeta.<\/p>\n<p>Jeffrey Van Daele \u00e9 um dos criadores de imagem, que dedicou d\u00e9cadas \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o da vida selvagem de perto e de longe. No entanto, n\u00e3o est\u00e1 longe das paix\u00f5es que desencadearam tudo isto.<\/p>\n<p>\u201cQuando era pequeno, sempre tive uma paix\u00e3o pelos animais. Em crian\u00e7a, passava muito tempo a desenh\u00e1-los, a olhar para diversos esbo\u00e7os que pudesse encontrar. Tamb\u00e9m costumava trazer animais vadios para casa\u201d, recorda Jeffrey. \u201cA determinada altura, tinha levado tantos gatos que t\u00ednhamos 20 gatos na nossa rua. Ainda estou a trabalhar numa s\u00e9rie documental sobre animais selvagens resgatados.<\/p>\n<p>\u201cPara mim, a fotografia come\u00e7ou como um viajante de mochila \u00e0s costas. Passava cinco semanas por ano a viajar para ver animais no seu estado selvagem. Claro que queremos recordar essas experi\u00eancias, por isso comecei a tirar fotografias. Naturalmente, isso evoluiu para um desejo de as melhorar.\u201d<\/p>\n<p>Quando pensamos em fotografia da vida selvagem \u00e9 f\u00e1cil evocar vis\u00f5es dos animais mais raros, mas a maioria de n\u00f3s nunca testemunhar\u00e1 um grande felino no seu habitat natural. Se o fiz\u00e9ssemos, muito provavelmente, seria uma oportunidade desperdi\u00e7ada &#8211; sobretudo se n\u00e3o tivermos anos de experi\u00eancia para nos apoiarmos. Se queremos usar as nossas compet\u00eancias nos momentos imperd\u00edveis, primeiro temos de as desenvolver em ambientes de menor risco<\/p>\n<p>\u201cO meu pa\u00eds de origem, a B\u00e9lgica, \u00e9 pequeno, mas bonito. \u00c9 f\u00e1cil criar fotografias da vida selvagem aqui, se conhecermos os locais certos e estivermos recetivos a todo o tipo de temas\u201d, afirma Jeffrey. \u201cAs aves s\u00e3o dos animais mais f\u00e1ceis de encontrar aqui. Antes de fazer viagens regulares ao estrangeiro, fotografava aves durante toda a primavera e pesquisava que esp\u00e9cies apareceriam nos locais mais pitorescos. Quando j\u00e1 estava demasiado longe para seguir os seus movimentos, comecei a documentar coelhos e diverti-me imenso. \u00c9 poss\u00edvel testemunhar grandes momentos de a\u00e7\u00e3o ao anoitecer.\u201d<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"wp-caption\"><a href=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-2.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-2.jpg\" alt=\"Detailed close-up of giraffe's head\" data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\"><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Fotografia de 2023 \u00a9 Jeffrey Van Daele | FUJIFILM X-H1 e FUJINON XF100-400mmF4.5-5.6 R LM OIS WR, 1\/850 seg a F8, ISO 400<\/p>\n<\/div>\n<p><p>Embora muitos procurem esp\u00e9cies maiores, h\u00e1 muita coisa fascinante numa escala mais pequena. \u00c9 poss\u00edvel fotografar insetos praticamente em qualquer lugar e estes cen\u00e1rios min\u00fasculos s\u00e3o t\u00e3o dram\u00e1ticas como qualquer outro quando s\u00e3o fotografados com per\u00edcia.<\/p>\n<p>\u201cAdoro criar imagens macro de borboletas e outras esp\u00e9cies\u201d, revela Jeffrey. \u201c\u00c9 mais f\u00e1cil de manh\u00e3 porque os animais n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o \u00e1geis. Se acordarmos cedo numa manh\u00e3 tranquila, somos s\u00f3 n\u00f3s e a natureza.\u201d<\/p>\n<p>Os pr\u00f3ximos passos consistem em criar uma moldura que seja tecnicamente competente e artisticamente inspiradora. O primeiro \u00e9 uma quest\u00e3o de configura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSugiro emparelhar a prioridade de obtura\u00e7\u00e3o com o ISO autom\u00e1tico e, em seguida, utilizar o autofocus de dete\u00e7\u00e3o de olho\u201d, aconselha o profissional. \u201cCom as configura\u00e7\u00f5es certas, a sua c\u00e2mara ir\u00e1 proporcionar-lhe uma imagem n\u00edtida, permitindo-lhe concentrar-se na imagem completa.\u201d<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"wp-caption\"><a href=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-3.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-3.jpg\" alt=\"Head of male lion highlighted in low light\" data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\"><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Fotografia de 2023 \u00a9 Jeffrey Van Daele | FUJIFILM X-H1 e FUJINON XF100-400mmF4.5-5.6 R LM OIS WR, 1\/125 seg a F5.6, ISO 8000<\/p>\n<\/div>\n<p><p>Nos \u00faltimos meses, o equipamento de Jeffrey consiste numa FUJIFILM X-H2S, um corpo ideal para a fotografia da vida selvagem. Entre um sensor empilhado de 26.1 megapix\u00e9is, sequ\u00eancias de 40fps sem escurecimento e autofocus de dete\u00e7\u00e3o de sujeitos baseada em intelig\u00eancia artificial, est\u00e1 equipada para enfrentar tudo o que a natureza possa oferecer a um criador.<\/p>\n<p>\u201cUtilizo a X-H2S principalmente com a FUJINON XF100-400mmF4.5-5.6 R LM OIS WR. Esta combina\u00e7\u00e3o facilita imenso o lado t\u00e9cnico da fotografia da vida selvagem. \u00c9 fant\u00e1stico. Primeiro testei a c\u00e2mara em \u00c1frica, onde h\u00e1 constantemente animais a entrar e a sair do enquadramento. Era a \u00fanica pessoa do meu jipe que podia confiar sempre no autofocus de dete\u00e7\u00e3o de olho\u201d, afirma Jeffrey. \u201cDesde ent\u00e3o, melhorou ainda mais com uma atualiza\u00e7\u00e3o do firmware.<\/p>\n<p>\u201cO foco geralmente encontra o olho. Se isso n\u00e3o acontecer, deteta uma cabe\u00e7a. Se n\u00e3o o fizer, bloqueia todo o animal. Pergunto a mim pr\u00f3prio: se alguma vez a focagem n\u00e3o for perfeita, ser\u00e1 que fez um trabalho melhor do que eu poderia fazer rapidamente? A resposta \u00e9 sim. \u00c9 assim que sei que \u00e9 uma boa configura\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Com primes longas e r\u00e1pidas dispon\u00edveis na s\u00e9rie X, a escolha de Jeffrey em termos de zoom \u00e9 puramente criativa.<\/p>\n<p>\u201cPosso utilizar a FUJINON XF200mmF2 R LM OIS WR \u2013 que \u00e9 uma objetiva fant\u00e1stica e fica ainda mais longa com os extensores de 1.4x ou 2x \u2013 mas adoro a capacidade de reduzir o zoom. Neste momento do meu processo de cria\u00e7\u00e3o de imagens, tento mostrar o m\u00e1ximo poss\u00edvel do ambiente dos animais.<\/p>\n<p>\u201cPara a fotografia macro, utilizo a FUJINON XF80mmF2.8 R LM OIS WR Macro porque quanto maior for a dist\u00e2ncia focal, mais podemos jogar com a profundidade de campo. Adoro criar cenas de grandes planos com muito bokeh.\u201d<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"wp-caption\"><a href=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-4.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-4.jpg\" alt=\"Vibrant green frog with orange eyes, crawling along mossy branch\" data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\"><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Fotografia de 2023 \u00a9 Jeffrey Van Daele | FUJIFILM X-T4 e FUJINON XF100-400mmF4.5-5.6 R LM OIS WR, 1\/450 seg. a F5.6, ISO 1250<\/p>\n<\/div>\n<p><p>A tomada de decis\u00f5es criativas exige, como sempre, a escolha entre a cor e o monocrom\u00e1tico. Para Jeffrey, apesar de optar por ambos com alguma regularidade, existe uma clara prefer\u00eancia em temas de animais.<\/p>\n<p>\u201cQuando a paisagem \u00e9 t\u00e3o importante como a vida selvagem, ou durante o crep\u00fasculo, escolho a cor 80% das vezes\u201d, salienta. \u201cNo momento em que a luz se torna mais forte, alterno para monocrom\u00e1tico. Digo sempre aos meus alunos: se a cor n\u00e3o estiver a dar algo espec\u00edfico \u00e0 vossa imagem, n\u00e3o a usem. Tamb\u00e9m acho que, a preto e branco, h\u00e1 menos a desviar da emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNo momento em que vi uma Simula\u00e7\u00e3o de Filme MONOCHROME da Fujifilm, fiquei apaixonado. O meu visor est\u00e1 quase sempre a mostrar a preto e branco, mesmo quando quero partilhar a imagem a cores. Quando se olha para uma cena a preto e branco, v\u00eaem-se mais sombras, luz, padr\u00f5es e estruturas. ACROS+R \u00e9 a minha op\u00e7\u00e3o preferida porque escurece drasticamente o c\u00e9u azul.\u201d<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"wp-caption\"><a href=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-5.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-5.jpg\" alt=\"Two giraffes standing by savannah waterhole\" data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\"><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Fotografia de 2023 \u00a9 Jeffrey Van Daele | FUJIFILM GFX50R e FUJINON GF32-64mmF4 R LM WR, 1\/280 seg a F11, ISO 800<\/p>\n<\/div>\n<p><p>Depois, h\u00e1 que aperfei\u00e7oar a composi\u00e7\u00e3o. Para alguns fot\u00f3grafos da vida selvagem, \u00e9 uma quest\u00e3o de sorte, ou de esperar pacientemente com a c\u00e2mara apontada para um enquadramento predeterminado, mas ainda assim incluir um animal. Estes momentos fugazes, por muito entusiasmantes que sejam, n\u00e3o constituem a maior parte do trabalho de Jeffrey.<\/p>\n<p>\u201cA maior parte das vezes, a ideia errada da fotografia da vida selvagem \u00e9 que n\u00e3o se tem muito tempo com os alvos\u201d, explica. \u201c\u00c9 poss\u00edvel encontrar momentos pitorescos, se soubermos onde os procurar.<\/p>\n<p>\u201cA minha imagem da chita na duna de areia \u00e9 um bom exemplo. Na verdade, trata-se de um centro de reabilita\u00e7\u00e3o para animais, o que \u00e9 vantajoso para todos porque posso apoi\u00e1-los com bom dinheiro e, em troca, ter uma oportunidade rara. Pedi-lhes que deixassem um rasto de carne at\u00e9 \u00e0 duna e esperei que a chita o seguisse e depois ficasse onde eu queria durante tempo suficiente para tirar a fotografia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"wp-caption\"><a href=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-6.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-6.jpg\" alt=\"Cheetah standing on sand dune overlooking vast landscape\" data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\"><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Fotografia de 2023 \u00a9 Jeffrey Van Daele | FUJIFILM GFX50R e FUJINON GF32-64mmF4 R LM WR, 1\/2200 seg a F4.5, ISO 400<\/p>\n<\/div>\n<p><p>\u201cN\u00e3o se encontram estas oportunidades apenas com animais como os grandes felinos\u201d, continua Jeffrey. \u201cNa B\u00e9lgica, temos abrigos para aves para ver guarda-rios em mergulho e abutres com presas, \u00e9 incr\u00edvel o que pode fazer. N\u00e3o visito abrigos porque perco a minha liga\u00e7\u00e3o com a natureza, mas nessas situa\u00e7\u00f5es mais controladas, podemos escolher a composi\u00e7\u00e3o com mais cuidado.<\/p>\n<p>\u201cOs ambientes selvagens s\u00e3o dif\u00edceis, porque \u00e9 preciso ter sorte para ver alguma coisa, mas conhecer o assunto ajuda. Se eu quiser uma imagem gr\u00e1fica de girafas numa plan\u00edcie \u00e0 luz da manh\u00e3, \u00e9 quase garantido que vou consegui-la num safari de tr\u00eas dias, desde que saiba o paradeiro habitual dos animais.<\/p>\n<p>\u201cQuando me deparo com uma oportunidade, como uma ave no parque, tenho duas op\u00e7\u00f5es,\u201d pondera o fot\u00f3grafo. \u201cPosso tirar imediatamente a fotografia tal como est\u00e1, ou olhar para a cena e dizer que n\u00e3o vai ficar uma composi\u00e7\u00e3o bonita, devia estar mais \u00e0 esquerda. Crio a imagem na minha cabe\u00e7a antes de levantar a c\u00e2mara. Pessoalmente, assumo sempre o risco de a ave voar, em vez de aceitar uma imagem aborrecida.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A revela\u00e7\u00e3o final de Jeffrey prov\u00e9m de anos de experi\u00eancia e destaca a constante batalha interior no cerne de todos os fot\u00f3grafos de vida selvagem. O entusiasmo de um momento tem de ser momentaneamente atenuado para permitir que uma imagem de tirar o f\u00f4lego seja criada e saboreada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"wp-caption\"><a href=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-7.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fujifilm-x.b-cdn.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/X-STORY-JEFFREY-VAN-DAELE-WILDLIFE-7.jpg\" alt=\"Four white horses galloping through shallow water in mist\" data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\"><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Fotografia de 2023 \u00a9 Jeffrey Van Daele | FUJIFILM X-T5 e FUJINON XF50-140mmF2.8 R LM OIS WR, 1\/8 seg. a F5, ISO 160<\/p>\n<\/div>\n<p><p>\u201cEsque\u00e7am o vosso tema\u201d, conclui. \u201cSe estiverem a fotografar um le\u00e3o e focarem toda a vossa aten\u00e7\u00e3o mental nele, o que v\u00e3o ter \u00e9 uma imagem de um le\u00e3o. Se apontarem a c\u00e2mara para ele e depois olharem para tudo o resto, continua a haver um le\u00e3o no centro da fotografia, mas v\u00e3o reparar na rocha ao fundo que desequilibra o enquadramento, ou na forma como a luz atravessa as \u00e1rvores distantes. Se quiserem apreciar o avistamento de animais, fa\u00e7am-no, mas ponham a c\u00e2mara de lado.<\/p>\n<p>\u201cA experi\u00eancia vivida \u00e9 extremamente importante e n\u00e3o vem apenas das imagens. Quando vejo o sol nascer sobre uma paisagem, ou quando vejo um sorriso na cara de um dos meus alunos por ter acabado de ver um pormenor da natureza pela primeira vez, essas coisas d\u00e3o-me alegria. Em cada passeio, apercebo-me do privil\u00e9gio que tenho de conhecer um mundo t\u00e3o belo.&#8221;<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pessoas envolvidas pelo mundo natural n\u00e3o costumam ter grande vontade de lidar com a tecnologia. 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